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Universidade do Porto integra projeto que gere a rede europeia para o envelhecimento do programa H2020

O projeto financiado pela União Europeia, Innovation Networks for Scaling Active and Healthy Ageing (IN-4-AHA), é dinamizado por nove parceiros europeus, entre eles o Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável da Universidade do Porto – Porto4Ageing, que irão a gerir a Parceria de Inovação Europeia para o Envelhecimento Saudável e Ativo (EIP-AHA) durante dois anos. Este consórcio pretende potenciar o desenvolvimento e implementação de soluções digitais inovadoras em saúde na Europa.

O sucesso do uso de ferramentas digitais na área do envelhecimento ativo e saudável depende da contribuição ativa dos ecossistemas de inovação locais e regionais e das suas organizações, incluindo a indústria, a sociedade civil, as universidades e os decisores. Assim, o objetivo deste projeto é coordenar e apoiar a criação de um modelo de scale-up para a inovação em envelhecimento ativo e saudável que seja validado por vários intervenientes, e apoiar a implementação do mesmo ao disponibilizar ferramentas para avaliação de impacto e estratégias para investimentos a longo-prazo.

Ao longo do projeto irão decorrer vários workshops e webinars, organizados pelo Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável da Universidade do Porto, de modo a promover a participação de todos. Existirão também parcerias para a adoção de boas práticas, soluções e iniciativas de aproximação institucional em conjunto com outros agentes do ecossistema da Universidade do Porto, como a UPTEC. Para além de envolver ativamente a comunidade do EIP-on-AHA, o projeto vai também trabalhar com o Joint Programming Initiative on More Years Better Lives, o programa Active and Assisted Living, o EIT Digital e o EIT Health.

A estratégia adotada é de aproximação na implementação de um modelo de scale up para soluções inovadoras na área da saúde (sejam estas ao nível da tecnologia, integração de cuidados sociais e de saúde, mudança do sistema, etc.), tendo sempre em conta a perspetiva do utilizador final. Este modelo será construído tendo por base a participação e contribuição ativa dos vários intervenientes e a tradução de conhecimento em ferramentas práticas para o ecossistema europeu e seus sítios de referência.

Este projeto de dois anos é liderado pela Tehnopol Science and Business Park e conta com parceiros na Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, Lituânia e Suécia.

2021-02-11

Universidade do Porto lança website para a capacitação digital da população 55+

A esperança média de vida aumentou 10 anos nas últimas cinco décadas e é expectável que, em 2070, 30% da população europeia tenha mais de 65 anos. Isto representa uma mudança de perspetiva e de políticas para fomentar o envelhecimento ativo e saudável, com uma visão holística desde a infância até à reforma, tendo em conta as crescentes necessidades de saúde e de cuidados a longo prazo. A aprendizagem ao longo da vida é cada vez mais relevante para os mais velhos como forma de se manterem ativos e incluídos.

O Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável da Universidade do Porto (Porto4Ageing) está envolvido em vários projetos internacionais com vista a promover boas práticas para o envelhecimento e para a saúde, como é o caso do ICTskills4All, cujo objetivo é auxiliar no aumento das capacidades digitais de idosos e dos mais desfavorecidos. Ao longo de dois anos, foi desenvolvido um website de ensino, de acesso livre e acessível ao público a partir desta semana – www.ictskills4all.eu, desenvolvido numa abordagem colaborativa, ou seja, com o envolvimento do utilizador final e com a realização de vários testes de usabilidade que permitem adequar os materiais às necessidades dos utilizadores. “Fizemos testes com vários grupos para garantir que a nossa plataforma é de fácil navegação. Coisas como carregar no ícone de uma lupa para fazer uma pesquisa que, para utilizadores mais experientes parece óbvio, mas para quem está a aprender não é”. Explicou Liliana Rodrigues, gestora do projeto. “Precisámos também de aferir quais as verdadeiras necessidades de aprendizagem. Para isso, nós e os nossos parceiros, ministramos cursos presenciais em que concluímos, por exemplo, que a segurança online é um dos temas que suscita mais dúvidas e receio e para o qual é preciso uma abordagem empática”.

Para Kerolyn Ramos, um dos membros do projeto que deu as aulas presenciais, uma das principais barreiras da aprendizagem era o receio que os alunos tinham de não serem capazes: “ao longo das sessões que fizemos, uma das nossas grandes funções era encorajar os alunos. Mesmo no fim, quando questionados sobre o que mudariam na sessão, uma das respostas que teve mais ocorrência foi «o meu modo de aprendizagem». É muito importante ter isto em conta quando se produzem materiais para estes grupos, de modo a que não sejam um fator de frustração, mas um facilitador”.

O desenvolvimento do website, que continuará a ser atualizado e traduzido para quatro línguas, permitiu constatar a importância de impulsionar idosos e desfavorecidos a adquirirem e melhorarem suas competências digitais: “com os grupos com os quais trabalhamos, conseguimos desmistificar o smartphone e mostrar-lhes a sua versatilidade. Agora temos um grupo no whatsapp, onde os alunos falam quase todos os dias. Tivemos também o caso de uma aluna que estava desempregada e, depois de conseguir fazer o seu currículo, arranjou emprego”. Para Kerolyn, os resultados vão ainda mais longe: “para além de ajudar a combater o isolamento e lhes dar ferramentas, há também o aumento da autoestima por se perceberem capazes de aprender”.

A pandemia veio demonstrar ainda mais a importância das competências digitais nos idosos, quando, por exemplo, permite ter consultas médicas online regulares e o acesso a receitas digitais. Liliana Rodrigues justifica “não queremos formar génios da informática, queremos dar-lhes ferramentas para comunicar com o mundo e vice-versa”.

Os resultados do projeto em Portugal serão divulgados num evento online, dia 18 de fevereiro, que conta também com um debate moderado pela Professora Alexandra Lopes, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no qual irão participar Henrique Martins, Professor de Ciências da Saúde na Universidade da Beira Interior e no ISCTE-IUL, Luís Jacob, Presidente da Associação Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) e Elisabete Moreira, delegada do Norte da APRe (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados). Serão ainda partilhadas as metodologias e o processo criativo para o ensino e produção de conteúdo para adultos com mais de 55 anos. As inscrições estão abertas a todos em tinyurl.com/ictskills4all.

 

O ICTskills4all é um projeto internacional financiado pelo programa Erasmus+ da União Europeia, coordenado pelo Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável da Universidade do Porto, com parceiros na Bélgica, Letónia, Polónia e Reino Unido.

2021-02-17